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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

CARDIGOS, ACIMA DE TUDO……

Há alguns meses, vi a minha proposta de admissão como irmão, à Santa Casa de Misericórdia de Cardigos, ser “CHUMBADA”. Na altura, era Provedora a Senhora Dona Catarina. A proposta de admissão foi reprovada, tendo obtido apenas um voto a favor, uma abstenção e os restantes contra. Na altura, divulguei o acontecido, em meios próprios para o efeito, pelo que não adianta falar mais neste assunto. Não poderia deixar contudo, de fazer alguns comentários, sobre a demissão, (ainda recente), da Senhora Provedora e sobre alguns comentários e talvez outros “boatos”, que se divulgaram e comentaram na altura, senão vejamos:



  1. Todos nós sabemos, que quando acontece qualquer coisa menos vulgar, quase todos temos a tendência a comentar, criticar e fazer a nossa análise, mas por vezes, as coisas não são bem assim e, como diz o nosso povo, quem conta um ponto acrescenta-lhe um ponto. Numa terra como a nossa, pequena e onde todos nos conhecemos, quando acontece algo, que não é tão normal, depressa se espalham as novidades. Mas também diz o nosso popular ditado, que não há fumo sem fogo.

  2. Sobre o caso da demissão da Provedora da Santa Casa, ouviu-se os mais diversos e variados comentários, muitos dos quais não dignificaram nada a imagem da tal “Senhora”. Falou-se em desvios de dinheiro, (o que muito sinceramente, não acredito). Disse-se ainda, que tinha dado uma entrevista a um jornal regional para se promover e que a dita entrevista foi paga com dinheiros da instituição. Outros disseram que tinha sido proibida de entrar nas instalações da Santa Casa. Em fim, muito se disse e provavelmente ainda se diz….

  3. Não quero julgar ninguém indevidamente, nem me compete a mim ser o Juiz de tal julgamento. Mas sinceramente, há uma coisa que não consigo compreender e que no meu entender, ou em minha opinião, não tem explicação possível. Porque será que após a sua demissão, do cargo que ocupava há alguns anos, riscou o seu nome desta instituição? Porquê! Então há qualquer história muito mal contada. Pede a sua demissão por motivos de saúde, depois, deixa por sua vontade própria, de ser irmã da Santa Casa. Não teria qualquer dúvida em acreditar, que a Exma. Senhora Dona Catarina poderia sair por motivos de saúde, devido aos problemas que tem tido e, que são reais, e do conhecimento geral.

  4.  Agora a minha dúvida é: será que se demitiu mesmo por problemas de saúde, ou será que foi obrigada a demitir-se? Pois ao deixar de ser irmã desta instituição, que durante muito tempo representou como força máxima, penso que apontou uma arma contra ela própria e que quase tentou o seu próprio suicídio. Quem não deve não teme! Quem faz campanhas para reprovar propostas de admissão de certos irmãos e depois se demite e risca o seu nome dessa instituição, não é um acto muito normal, não é uma atitude muito leal, na minha opinião, é uma atitude de revolta, de falta de coragem e muito pouco ética, para com os outros elementos da direcção, com quem trabalhou e a quem tanto elogiou.

  5. Também é estranho, que pouco antes da sua saída, tenha dado uma entrevista ao Jornal Voz da Minha Terra, na qual falava de projectos e iniciativas para a Misericórdia, os elogios à grandiosa obra e ao trabalho de voluntariado de todos. Não tenho dúvidas que muitos sacrifícios se fizeram, nomeadamente a direcção, para conseguir estes objectivos e que só irão engrandecer a freguesia de Cardigos.

  6. Porque é que será que a Senhora, (agora ex. Provedora), não dá uma entrevista, tentando esclarecer os motivos que levaram a tais atitudes? Penso que se deveria justificar perante tais acontecimentos, os cardiguenses mereciam essa explicação. Não estou a fazer insinuações, nem quero julgar ninguém, pois até que não há factos comprovados, eles serão sempre boatos, embora alguns que aqui descrevi, são reais e verdadeiros.

“Esquecendo agora a Misericórdia de Cardigos”, falando na Junta de freguesia, onde a Secretária deste órgão Executivo, é a Senhora Dona Catarina, exercendo estas funções há mais de 5 anos, e eleita pelo voto popular. Deveria ser um pouco mais profissional, refiro-me ao órgão deliberativo, que é a Assembleia de Freguesia. Após as autárquicas de 2005, a Assembleia de Freguesia reuniu 5 vezes, sendo que a Secretaria da Junta de Freguesia, apenas esteve presente na reunião de tomada de posse, onde como é óbvio, não poderia faltar. A Legislação em vigor,  diz que é obrigatória a presença nas reuniões da Assembleia do Senhor Presidente da Junta, sendo que se o mesmo estiver impossibilitado, terá que se fazer substituir pelo Secretário ou Tesoureiro. Mas diz também a Lei que o Secretário e Tesoureiro, devem assistir, não é uma obrigação, mas sim um dever. Não consigo compreender a ausência nas reuniões, da Secretária da Junta de Freguesia. Seria bom que aparecesse, que estivesse presente, cumprindo assim um dever. Pois os políticos são eleitos pelo Povo e é para o Povo que devem trabalhar, que devem dar a cara e, como Secretária do executivo, deveria estar presente. É nessas reuniões, que se aprovam orçamentos, que se votam as contas, que se apresentam propostas e se debatem problemas do interesse de todos e de toda a freguesia.


Não sou homem de guerras ou conflitos, (embora não sendo perfeito), tenho por vezes muitos dissabores, por tentar defender a verdade, por tentar ser justo, correcto sincero e honesto. Acredito sempre que a verdade virá ao de cima. Ensinaram-me uma coisa muito importante na vida e que tenho tentado pôr em prática ao longo dos tempos, nunca devemos fazer mal à espera de receber o bem. Muito mais haveria a dizer, mas penso não ser preciso. A verdade já anda por ai bem perto e a justiça também tenta aproximar-se.


Força Cardigos.


Vitor Silva

Publicado por vozeslivresmacao às 09:16
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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

Como sobreviver mais mais 30 Anos

Modelo Inicial


proposto.jpg



Este Modelo proposto, aparentemente parece ser muito abrangente.


Modelo 2


intermedio.jpg


Pretende-se com este modelo fazer da CM Mação uma das principais fontes de financiamento, dando também a ideia que isto parece ser uma quase municipalização de todo o concelho.


Modelo 3


final.jpg


Em minha opinião este é o futuro do modelo inicial, onde as outras 6 actividades apenas figuram com o intuito de fazer número. Estamos pois, perante um modelo que visa claramente a sobrevivência de uma Associação, e em meu entender esta deveria sobreviver financeiramente do seu trabalho e dos seus sócios.


Modelo Ideal



ideal.jpg


Neste modelo a C.M. Mação apenas serviria de alavanca neste inicio do processo. Seriam depois os vários parceiros a definir as suas comparticipações nesta nova entidade


 

Publicado por vozeslivresmacao às 17:46
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Terça-feira, 7 de Novembro de 2006

Foto-Reportagem do PS na Feira dos Santos

Img030.jpg Img031.jpg Img032.jpg Img033.jpg Img034.jpg


Até Saldanha Rocha não quis deixar de estar presente aos comandos da Banda Filarmónica, a fazer lembrar uma daquelas novelas brasileiras onde o Perfeito acompanha a banda para todo o lado. Será que o nosso Presidente apanhou os tiques numa das viagens ao Brasil profundo? O que é que eles tanto cochicham?


 


Ultima Hora: Um Leitor, pelos vistos assíduo deste Blog, manda dizer que a presença de Saldanha Rocha na frente da Banda Filarmónica faz parte da recriação da Feira dos Santos.

Publicado por vozeslivresmacao às 15:59
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Biomassa em Cardigos (crónica de uma falsa partida)

centralcardigos1.jpg


1. Biomassa assim se chama o mais recente negócio em Portugal no sector da energia.


A base deste negócio é transformar em “energia eléctrica” os resíduos florestais tais como por exemplo ramos, folhas, raízes, cascas, pinhas secas, caruma ou aparas de madeira. Para o concretizar  é necessária a construção de unidades industriais que transformem a biomassa em energia “verde”. Os megawatts de energia limpa produzidos por estas unidades serão depois vendidos à EDP-Energias de Portugal e injectados na rede eléctrica nacional.


Dizem os entendidos que Portugal já é o quinto produtor europeu de energia a partir de biomassa e mais uns pontos acima no “ranking” estão garantidos quando estiverem atribuídas as 15 centrais termoeléctricas de biomassa que o Governo pôs a concurso no início deste ano. Em causa está uma potência total de 100 megawatts, um investimento de 250 milhões de Euros e a criação de 800 postos de trabalho.


A concurso apresentaram-se poderosas empresas do sector da energia e da construção civil como a Somague, a Lena Ambiente, a Iberdrola, a Edifer, a EDP-Produção Bioeléctrica, a EGF (grupo Águas de Portugal) e a Sonae Indústria e as propostas deveriam ter sido entregues na Direcção-Geral de Geologia e Energia até 19 de Setembro último.


Aos candidatos nem todas as centrais de biomassa a concurso interessavam. Por conseguinte, aquelas que mais potência ofereciam foram as mais disputadas pelos concorrentes. Entre as mais apetecíveis conta-se a construção de uma central com uma potência de 10 megawatts cuja localização não deverá distar mais de 20 km  do ponto de recepção da energia situado na sub-estação da EDP da Sertã. Trata-se do lote 12 posto a concurso, ao qual concorreram cinco consórcios. Entre os candidatos conta-se o consórcio “Centro + Bioenergia” que tem como parceiros a “Enervento”, a “ AJI“ e  a Câmara Municipal de Mação.


Que dizer então da possível instalação desta central no concelho? A favor, por três razões essenciais:


Primo, por promover a redução do risco de incêndio com a limpeza da floresta e das matas.


Secundo, por ajudar a criar emprego de forma directa e indirecta numa zona deprimida do país como é a nossa (embora em rigor aqui estejamos a falar apenas de 8 postos de trabalho directos).


Tertio, por ser geradora de novos negócios associados à limpeza das matas. Acresce, o facto de, numa época em que o petróleo é raro e finito e o planeta Terra está verdadeiramente em perigo com o seu aquecimento global, ser pessoalmente sensível e favorável ao aumento da produção da “energia verde” e do recurso a outras fontes de energia alternativa.


Nesse sentido me expressei em sessão da Assembleia Municipal expressamente convocada em 18 de Setembro último para discutir e aprovar minuta do contrato de constituição do consórcio “Centro + Bioenergia”.


 


2. Porém, diz o povo “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”. E a verdade é que a constituição do consórcio que animou a candidatura da Câmara municipal nasceu torta no seio da Câmara Municipal, muito torta mesmo diria eu.


Senão vejamos.


A Câmara chega à Assembleia Municipal, na véspera da entrega da candidatura em Lisboa, com uma proposta de autorização de participação do município no capital social de um consórcio concorrente ao concurso para a produção de energia eléctrica produzida em central termoeléctrica  de biomassa florestal, no qual são ainda parceiros a empresa Enervento do ramo das eólicas, a AJI e a “Aflomação”. Da minuta do contrato distribuído aos membros da Assembleia Municipal consta uma repartição do capital social na seguinte proporção: Enervento 59%; AJI 30%; CMM 10% e Aflomação 1%. Esta minuta correspondia integralmente à deliberação camarária tomada por unanimidade em reunião de 8 de Setembro.


Na apresentação da sua proposta, a Câmara fragiliza-se e lamenta desde logo não ter conseguido a si associar uma das empresas âncora no mercado das energias. A fuga foi partir para uma candidatura isolada recorrendo aos parceiros locais e à empresa Enervento. Explicada a bondade do projecto, embora a localizar em Cardigos e já não em Mação como tinha sido anunciado, além dos louváveis motivos desta candidatura, escorados ainda numa rentabilidade relativamente imediata do investimento realizado, foi apresentada a composição do capital social que já não envolvia a Aflomação e reduzia para um simbólico 1% a participação do município no capital total do consórcio.


Eis senão quando os vereadores do PS tomam a palavra e esclarecem aquilo que para nós era já uma evidência. A proposta da Câmara não batia certo com os documentos recebidos e não correspondia à deliberação tomada em reunião do executivo. Só assim se compreende a posição dos vereadores José Fernando Martins e Cardoso Lopes que se disseram enganados e que o novo capital social do consórcio nada tinha a ver com o então por eles deliberado.


O desnorte, é então, emergente para um executivo e para uma maioria que ainda acreditaram que tudo se emendava num pedido de desculpas apresentado em público pelo senhor vereador Louro aos enganados vereadores do PS.


O que se lhe seguiu, sessão interrompida por mais de uma hora, deliberações feitas pela Câmara em plena Assembleia, pedidos de clemência aos membros da Assembleia Municipal eleitos pelo Partido Socialista, foi confrangedor demais para uma decisão que se anunciava consensual.


Caricato ainda é que a Câmara tenha anunciado que em caso de vitória do consórcio no concurso e apesar do esforço financeiro acrescido da AJI e da Enervento, esta última empresa, por telefone, na tarde da própria sessão, tenha garantido dar à CMM 2.5% sobre os lucros da central de biomassa.Todavia, como se sabe, palavras leva-as o vento, e na minuta do contrato de constituição do consórcio nem uma linha figura sobre esta enorme borla.


Se o descrito já é lastimável, ainda mais o é, o facto de a Câmara ter tido a veleidade de aprovar um capital social onde o próprio município se empenhava financeiramente em cerca de 500 mil contos, obviamente para além da sua capacidade legal de endividamento, como constituiu ainda seu parceiro a “Aflomação”, entidade sem fins lucrativos, cuja natureza jurídica  a impede de fazer parte deste consórcio e que por força das regras previstas no caderno de encargos do concurso a sua participação no consórcio concorrente seria imediata causa de exclusão do mesmo.


Foi em nome desta ligeireza e leviandade que em Assembleia municipal, os membros do executivo, eleitos pelo PSD, fizeram marcha-atrás e emendaram a mão, esquecendo-se porém que o órgão de que fazem parte é colegial.


Deste triste episódio, sobra uma lição e uma interrogação. A lição foi dada por todos os eleitos do PS, na Câmara e na Assembleia Municipal, autorizando o consórcio, viabilizaram a candidatura, suprindo mesmo os manifestos erros da maioria, não poderão nunca ser acusados de não ter contribuído para a defesa dos superiores interesses do concelho. A interrogação resume-se a saber se a Câmara e os seus parceiros, apesar dos já gastos 10 a 12 000 contos no dossiê de candidatura,  estavam, ou estão, genuinamente interessados em trazer a central de biomassa para Cardigos.


 


João Paulo Almeida


 

Publicado por vozeslivresmacao às 11:53
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