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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Gostos e desgostos numa tarde de Verão

1. Parece que um dos projectos estruturantes a submeter a financiamento da Europa comuninária nos próximos anos é a ligação entre a A23 e o IC8. Se entre a candidatura e a obra feita irem muitos anos, nunca será demais aplaudir o facto. Faço-o, em coerência com a proposta feita neste espaço em 2000, e repetida no ano seguinte, no meu livro "Pensar Mação".

Tomei conhecimento da negociação em curso entre a CM e a EDP tendo em vista a aquisição das casas devolutas existentes na Pracana. Ainda longe do desfecho do processo negocial, renovo o meu aplauso pelo assunto estar em cima da mesa. Outra atitude não poderia ter perante o facto de ter lançado a ideia em 2001, materializada anos mais tarde no programa eleitoral do PS (autárquicas de 2005).

Visitei a última Feira Mostra, entre os projectos expostos, figurava a construção de um auditório. Embora possa discordar da sua localização, regozijo-me pelo facto de a CM ter abraçado uma ideia cara ao projecto eleitoral do PS (Outubro de 2005). Fico surpreso com esta convergência prática. Recordo no entanto, em tempo de combate eleitoral, o nosso "idealismo" ter sido apelidado de despesista e irrealizável. Fica o registo de que para alguns a memória na política tem “vistas curtas”, para outros ela "comanda a vida".

Saúdo o regresso da realização da “Feira Mostra” ao centro da vila (reivindicação antiga). Eu iria mais longe, fazendo-a descer (ou prolongando-a) às entranhas da Mação moribunda. A mostra gastronómica assegurada pelas “associações” do concelho é digna. Louvo pois o esforço de todos aqueles que deram “o seu trabalho e o seu tempo ao manifesto” pelas suas associações. Porém, a mostra das nossas actividades económicas, culturais e sociais precisa de ser repensada. Falta fazer desta "Feira" uma verdadeira feira das nossas mais genuínas tradições e encher o programa com o esplendor das nossas associações. É desejável dar oportunidade na "Feira" à mostra de cada uma das freguesias do concelho. É aconselhável trazer à "Feira" os produtos da terra, tanto mais para quem, e por quem, tanto está apostado em fazer do concelho um concelho agrícola no "mundo da floresta ordenada". Em suma, precisamos de reflectir se o modelo a seguir não será o de, em tempo de vacas magras, fazer da e na Feira Mostra, as Festas do Concelho e também a Feira do associativismo local. Dir-se-ia, um três em um!

 

2. Em contrapartida, não gostei de ver o crescente progresso de casas abandonadas e em ruína no centro de Mação. Sinal dos tempos de uma vila e de um concelho que definham em silêncio. Não gostei igualmente de ouvir que o comércio vai fechando lentamente as portas. Compreendendo que as estradas do desenvolvimento e a mobilidade dos nossos dias são meio caminho andado para o nosso apagamento. Mais do que dirimir argumentos na praça pública sobre a bondade de estudos, “rankings” e estatísticas, útil seria reconhecer o problema e mobilizar os proprietários para a recuperação das casas degradadas assim como revelar quais os projectos âncora para criar emprego e fixar pessoas.

Não gostei de saber que o passaporte mágico para a resolução dos problemas estruturais do concelho em matéria de distribuição de água e saneamento básico chamado empresa "Águas do Centro" está em profundo “banho-maria”, 4 anos depois da nossa adesão! Ridículo é dizerem-nos agora que os parceiros deste negócio não aceitam que 50% do bolo total fosse exclusivamente afecto ao nosso concelho! Mas quem no seu perfeito juízo acredita que os outros concelhos fossem nessa cantiga?… Só espero é que este impasse não traga "água no bico", o mesmo é dizer, transferir para a responsabilidade da empresa não apenas a distribuição "em alta" (o acordado) mas também a "baixa" (trazer ramais e a água às nossas casas). Se o negócio continuar, estou convencido ser isso que o lobbie da água quer. Se tal acontecer, a médio prazo, a Câmara agravará de forma gritante a sua situação financeira e que o risco de falência é sério.

Não gostei de ouvir o vereador com responsabilidades no urbanismo reconhecer e legitimar a actual intervenção da CM no terreno destinado à ampliação da Zona Industrial das Lamas sem que o respectivo "Plano de Pormenor(PP)” esteja ratificado por resolução do Conselho de Ministros! Lamento e condeno que um processo de aprovação de um PP possa durar 3/4 anos. Não posso aceitar todavia, o incentivo à desobediência civil presente nesta declaração. A partir daqui, qualquer munícipe fica legitimado, quando tardar mais do que deve uma decisão camarária que lhe respeite, a prosseguir no terreno com o que achar melhor para si. O Estado deixa de ser o do Direito e o da lei, mas o do “vale tudo”!

 

3. Não compreendo que a CM se afirme disposta a colaborar com a Oposição, mas leve já 90 dias (quando a lei fala em 15) a responder a requerimentos sobre a urbanização dos Atoleiros, sobre as suas relações com a Aflomação ou sobre a revisão do Plano Director Municipal. Caricato é que se argumente prejudicarem as respostas aos requerimentos da Oposição o normal funcionamento do município. Lamentável e irresponsável é que se lance o rastilho incendiário para cima daqueles que mais não têm feito que ser vigilantes quanto ao exercício da actividade do executivo. Relembro a terminar, as sábias palavras do sexto Presidente dos Estados Unidos da América, Abraham Lincoln: “vós podereis enganar toda a gente nalgum momento; vós podereis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas vós não podereis enganar toda a gente, sempre”.

João Paulo Almeida

Publicado por vozeslivresmacao às 11:53
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