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Vozes Livres de Mação

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08
Set08

O Silêncio e o Discurso

vozeslivresmacao
Caros Companheiros,
 
Na sequência do silêncio protagonizado pela n/ distinta líder, aguardava-se ansiosamente um discurso abrangente, mas demolidor, atentos ao sistema em que vivemos e à forma como este país tem sido gerido e conduzido.
As universidades devem protagonizar uma educação, formação e fornecimento de conhecimentos práticos, objectivos e inovadores, tendo em vista a busca de comportamentos e actuações eficientes para os formandos. Atentos à especificidade do caso e ao critério adoptado na selecção, a que acresce a objectividade e futuro desta acção formativa, mais acrescem as razões para um tipo de discurso claro, objectivo e definidor de um caminho agora iniciado e que se pretendia viesse a ter uma sequência positiva por todos aqueles que a frequentaram.
No contexto próprio da intervenção, decorrido tanto tempo sem manifestações, sou de opinião que para o encerramento de um ciclo de formação que se pretenderia critico e inovador relativamente ao sistema vigente, se deveria esperar mais. O mesmo se aplica ao discurso, quando aplicado ao país em geral, tanto mais na sequência do processo de crise social e económica em que o país se encontra e relativamente ao qual não se vislumbra evolução em sentido positivo e em que os procedimentos, atitudes e decisões tomadas apenas têm contribuído para um maior agravamento da situação económica, social e para um consequente aumento do descrédito político a que se vem assistindo de há muito tempo a esta parte. Verificamos aquilo que de uma forma inteligente é afirmado e que pessoalmente considero ter sido  o único ponto de manifesto interesse no discurso formulado, ao afirmar que o governo controla, persegue, corta apoios, gere favores ou simplesmente demite. Quem? Naturalmente os competentes ou os desalinhados com a situação a qual funciona nitidamente com base em interesses, alinhamentos e conivências.
 
Companheiros, esta afirmação sendo verdadeira e muito adequada, não é nova.
Aplica-se ao governo e partido que o sustenta, mas também à oposição.
 
Após conhecimento de tantas situações negativas que a comunicação social nos vem revelando, desde há alguns anos a esta parte, ficaria bem a quem já desempenhou funções na governação do país, independente da forma mais ou menos positiva, mas reveladora de uma forma integrada de vivência neste sistema algo viciado mas que persiste, criticá-lo fortemente afirmando um discurso de ideias inovadoras, estratégias, procedimentos, práticas de gestão que pudessem transparecer como iniciadoras e motivadoras de um novo ciclo ou de uma nova forma de estar e fazer política.
Não se critiquem investimentos públicos, só por criticar. Fundamente-se a crítica, iniciando-a primeiro pelo pedido de fundamentos que demonstrem e sustentem (económica ou socialmente) o investimento e só depois, se demonstrada esta sustentabilidade, solicite-se os esclarecimentos relativos à forma de financiamento do mesmo.
 
Assumam os erros próprios que praticaram e critiquem-se agora os responsáveis, responsabilizando-os. É disto que o povo comum está à espera. É esta a mudança que se precisa. Sejamos práticos, coerentes, claros e precisos nos objectivos e nas formas de os alcançar.
 
Assumam-se como parte responsável em alguns e afirmem-se dispostos a corrigir ou a eliminar os erros praticados com os “buracos” autênticos em que temos sido envolvidos, com custos astronómicos difíceis de compreender e cujos objectivos, comemorados antes e durante, nunca são alcançados.
 
Não se pedem e muito menos se devem praticar, discursos bombásticos e inócuos (ou balofos). Requer-se discursos concretos, esclarecidos quanto aos objectivos e que sirvam de parametrização a uma nova forma de estar e fazer política.
 
De forma solidária, com coragem e sentido de responsabilidade, todos nós devemos colaborar e participar para atingir a mudança que o país requer e precisa.
 
Saudações Sociais Democratas,
 
M Pires

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